Notas sobreo trabalho socialmente necessáriono Livro I d’O Capital

Leonardo Carnut

Se queremos levar o debate da transição socialista para a concretude comunal à sério, um dos aspectos mais centrais[1] a se enfrentar reside na superação do trabalho abstrato e suas consequências (destituição da produção da grandeza do valor via dissolução do trabalho socialmente necessário) que implicam, diretamente, na capacidade em que todos teríamos de autoproduzir tudo dentro do nível de avanço tecnológico que nos encontramos no presente momento.
            Isso significaria, portanto, a extinção gradativa da divisão sociotécnica do trabalho, que, ao deixar de mediar a produção guiada para mercantilização, promoveria a realização do trabalho abstrato em trabalho concreto puro e simples. Em outras palavras, o trabalho voltaria a ser a sua concreção qualitativa, não se “equivalendo” a outro trabalho qualitativamente diferente. Trata-se, portanto, da supressão do assalariamento (forma-salário) que, “em termos muito gerais, [gera a] quantidade de trabalho abstrato socialmente necessária para sua produção e reprodução, cria[ndo] as condições do excedente”[2] (p. 102).
            Na tentativa de forcejar saídas neste caminho – mas, tendo em vista o modo de produção em que vivemos[3] – duas perguntas nos guiam nessa digressão: é realista uma organização comunal no contexto do trabalho assalariado? Como entender a relação entre a ‘comuna’ como forma de organização e a crítica ao trabalho abstrato? Diante destas perguntas, é sempre importante resgatar o que o próprio Marx diria sobre elas, antes mesmo de pensarmos soluções para um questionamento que não apresenta precedentes na ordem vigente.
            Diante deste caminho, este texto aborda uma leitura específica do texto marxiano O Capital Livro I para elaborar – mais perguntas do que respostas –  sobre a relação entre trabalho abstrato e a transição socialista para uma ‘temporalidade comunal’. Ou seja, como poderíamos capturar, desde as palavras de Marx[4], algumas pistas sobre como o tempo de trabalho socialmente necessário pode transitar à outra temporalidade? Mesmo se tratando de uma exegese filosófica do texto marxiano (afinal Marx não aponta nenhuma forma de transição ‘manifesta’ n’O Capital, mas apenas trechos dispersos em outros textos)[5], a intenção aqui é tensionar essas categorias: trabalho abstrato e trabalho socialmente necessário, desde o que Marx sistematizou sobre o assunto. Afinal como já dizia Gianotti em “Considerações sobre o Método[6] (2013, p. 94), aquilo que Marx desejava com a análise do trabalho socialmente necessário era entender a identificação dos trabalhos uns com os outros o que abre pistas para nós pensarmos o revés: a identificação do trabalho humano – concreto – no seu processo em si. Segundo Gianotti é no trabalho que:

… essas quantidades de objetos possuem em comum, essa projeção coloca o valor como uma quantidade de trabalho abstrato (porque indiferente às peculiaridades do ato produtivo), morto (porque inscrito no objeto trocável) e socialmente necessário (porque o consumo mostrará o que necessita a sociedade como um todo)[7] (GIANOTTI, 2013, p. 94, el énfasis es nuestro).

            Neste sentido, partiremos então para análise do que podemos extrair sobre o trabalho socialmente necessário para procurar, desde Marx, pistas de sua superação e transição a outro tempo: uma temporalidade comunal
Arthur Gianotti[8], autor que prefacia a edição brasileira do texto seminal de Marx, afirma que, já no Livro I d’O Capital, Marx demonstrava que os progressos tecnológicos tendem a serem incorporados como pressupostos necessários ao avanço da universalização da forma-valor. Esta é uma prerrogativa essencial que delimita o tamanho do problema posto em tela, afinal:

a constituição do valor da mercadoria depende de que todos os agentes terminem tendo acesso aos progressos tecnológicos que potencializam a produtividade do trabalho. Somente assim é possível que se crie uma única medida do trabalho abstrato socialmente necessário, operando em qualquer ramo produtivo[9] (GIANOTTI, 2013, p. 104, ênfase nossa).
           

Ora, para Gianotti o que está em jogo é a capacidade de sustentar avanços tecnológicos cada vez mais complexos, cuja a empresa de um homem ou de um grupo de seres humanos restrito não consegue lidar com a sua produção fortemente especializada. O acúmulo de técnicas/tecnologia guiada por uma ciência que se expande em função da sua incorporação no processo produtivo fortalece a determinação do trabalho socialmente necessário sobre os seres humanos e seus trabalhos concretos. O valor, como “êmbolo” de uma socialização calcada no trabalho abstrato, atua como produto e produtor de relações sociais de subserviência à lógica do próprio valor. O trabalho socialmente necessário é, ao mesmo tempo, erigido e dependente do trabalho parcelar, divido entre técnicas, setores, ramos econômicos, pois depende politicamente deste seu nexo entre momento econômico e forma de dominação.
Disto isto, há muito refletido sobre como uma transição socialista poderia lidar com este problema do “acesso à tecnologia”; contudo, as experiências empíricas ainda não se configuram neste sentido. A rigor, medir o aporte social pelo tempo de trabalho deveria torna-se progressivamente obsoleto à medida que a ciência, a tecnologia e a automação se desenvolvem. Como Marx aponta nos Grundrisse[10], à medida que as forças produtivas se expandem, a riqueza real passa a depender menos do tempo de trabalho direto e mais do desenvolvimento tecnológico e da organização social. Continuar utilizando o tempo de trabalho socialmente necessário (TTSN) e o tempo abstrato como métrica de distribuição na transição criaria um freio artificial ao invés de libertar as forças produtivas para a redução da jornada. Contudo, o que se percebe empiricamente até o momento de desenvolvimento das forças produtivas no neoliberalismo é que a incorporação tecnológica no mundo do trabalho – pelo seu duplo caráter – não apenas liberta o trabalho de suas condições operacionais e metódicas, mas ao mesmo tempo deixa o suposto “tempo livre” disponível não para o lazer ou gozar a vida, mas, sim, disponível para novos processos de subsunção do trabalho.
            Assim, no posfácio da segunda edição – ao se referir as correções que fez sobre a substância do valor na primeira edição –, Marx adverte que na segunda edição:

é expressamente destacado o nexo, apenas indicado na primeira edição, entre a substância do valor e a determinação da grandeza deste último por meio do tempo de trabalho socialmente necessário[11] (MARX, 2013 [1867], p. 119 ênfase nossa).

            Marx retoma este trecho nos recordando de que a constituição do nexo determinístico entre substância do valor e trabalho socialmente necessário é fundamental para a grandeza do valor. Este é o centro de organização do valor do ponto de vista de seu “impulso” a novas camadas ou níveis de abstração. O trabalho socialmente necessário é o “empuxo” essencial ao valor enquanto sustância que transitas nas distintas formas sociais, ou ainda, pode-se dizer que o valor é/está (n)as diferentes formas sociais capitalistas em si mesmas[12], articuladas em cadeias, na qual a centralidade do trabalho socialmente necessário é o pressuposto de sua existência em um patamar diferente. 
            Diante disto, é pertinente lembrar a ressalva que Marx realiza ainda no capítulo 1 ‘A mercadoria’, sobre a falsa ideia de que a grandeza do valor é determinada apenas pela quantidade de trabalho incutida na mercadoria. Neste trecho Marx, além de refutar os economistas clássicos (Smith e Ricardo) está depositando mais uma vez a centralidade no ‘trabalho socialmente necessário’, ou seja, a importância consolidada de um acúmulo de relações sociais que ultrapassam a capacidade dos sujeitos em determiná-la e, em seu salto ontológico, passa a determinar os sujeitos que a criou. Qual de nós não teria dificuldade de viver, hoje, sem o produto mercadorizado do trabalho de outrem? Qual de nós, ao ter consciência deste fenômeno, na tentativa de fugir da lógica do valor (indo para o campo, para o interior, para praia etc.), não consegue viver nestes ambientes de maneira autossuficiente pois não consegue produzir tudo que está acostumado a consumir? Este é o peso determinístico desta relação social abstraída à condição de sujeito no qual nós – seres humanos – viramos predicado. Este é o poder – ou seja, a dimensão política – da grandeza do valor sobre nós mesmos. Como explica Marx:

Poderia parecer que, se o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho despendido durante sua produção, quanto mais preguiçoso ou inábil for um homem, tanto maior o valor de sua mercadoria, pois ele necessitará de mais tempo para produzi-la. No entanto, o trabalho que constitui a substância dos valores é trabalho humano igual, dispêndio da mesma força de trabalho humana. A força de trabalho conjunta da sociedade, que se apresenta nos valores do mundo das mercadorias, vale aqui como uma única força de trabalho humana, embora consista em inumeráveis forças de trabalho individuais. Cada uma dessas forças de trabalho individuais é a mesma força de trabalho humana que a outra, na medida em que possui o caráter de uma força de trabalho social média e atua como tal força de trabalho social média; portanto, na medida em que, para a produção de uma mercadoria, ela só precisa do tempo de trabalho em média necessário ou tempo de trabalho socialmente necessário. Tempo de trabalho socialmente necessário é aquele requerido para produzir um valor de uso qualquer sob as condições normais para uma dada sociedade e com o grau social médio de destreza e intensidade do trabalho[13] (MARX, 2013 [1867], p. 162, el énfasis es nuestro).

            Marx neste momento, com este excerto, demostra então que o processo de associação entre diferentes trabalhos e o papel do trabalho socialmente necessário torna-se a categoria emergente da tendência de unificação dos trabalhos em determinado ramos devido ao avanço tecnológico. Avanço este primeiramente dado dentro de um setor e, em seguida, espraiado socialmente para outros setores produtivos. Logo, diante dessa maneira, constituída pela busca pelo valor, na corrida tecnológica desmedida, o valor não nos permite que sejamos donos da nossa própria produção técnico-tecnológica enquanto humanidade, e sim, ele – o valor – é dono deste processo enquanto guia. Daí a permanente busca pela redução do tempo de trabalho socialmente necessário, a “roda vida” do caminho da acumulação. Mas diante deste imperativo, como podemos nos livrar desta determinação social sobre nossos trabalhos individuais ao mesmo tempo que consumiríamos tecnologia produzida por outros?
            Teóricos como Ross[14] acreditam que a mudança social em direção à uma nova temporalidade comunal visa, ao rejeitar a ética da acumulação, decorrer a transformação do trabalho ou da extensão da vida não laboral a uma maior capacidade dos seres humanos em controlar sua própria vida profissional (p. 113). Esta tese está em consonância com o que os autores versam sobre o caminho da “redução rápida da jornada e sua extinção pelo tempo de lazer”. Para certos autores[15],[16], a lógica da transição seria aberta na medida em que a ciência e a tecnologia absorvem as tarefas produtivas diretas, levando com que o valor deixe de ser medido pelo tempo de trabalho socialmente necessário. O tempo de trabalho direto cairia para o mínimo e a riqueza passaria a ser mediada pelo tempo livre (desenvolvimento científico, cultural, afetivo). Neste sentido, uma abertura para o comunismo se daria na ocasião da generalização da automação socializada. Assim a necessidade de medir o “quanto cada um trabalhou” deixaria de fazer sentido. Iria, portanto, extinguir-se a troca de equivalentes em favor da equidade marxiana[17]: “de cada qual segundo sua capacidade, a cada qual, segundo suas necessidades” (p. 33). Mas, nesta digressão, algumas perguntas retornam: estaríamos dispostos a usar nosso tempo livre para estender o lazer e o ócio? Na disputa por melhores rendimentos no mundo do trabalho, quem não usaria este tempo livre para “ganhar mais” submetendo-se novamente ao assalariamento?
Diante do exposto, voltemos às perguntas que introduziram estas reflexões: é realista uma organização comunal no contexto do trabalho assalariado? Como entender a relação entre a ‘comuna’ como forma de organização e a crítica ao trabalho abstrato? Podemos, a partir das pistas que Marx nos oferece no Livro do I do Capital ensaiar algumas respostas.
A resposta à primeira pergunta é mais direta. Não é realista uma organização verdadeiramente comunal no contexto do trabalho assalariado, já que o assalariamento é o processo social fundamental que submete o trabalhador despossuído a ter que vender sua força de trabalho, disponibilizando-o à exploração. Mas, já que esta reposta é, a mais fácil e direta, o mesmo não acontece sobre como gerar a transição de temporalidades, descontruindo relações sociais que sustentam o tempo de trabalho socialmente necessário em direção à uma temporalidade comunal. Sobre esta segunda pergunta, Marx nos oferece seis pistas sobre os “momentos” do tempo de trabalho socialmente necessário que os comunistas devam enfrentar para superar a inadequação do TTSN como balizador do socialismo.
O primeiro é o problema da ‘definição social da média de tempo para produção’. O TTSN age como imposição de um padrão médio de tempo que descarta o tempo excedente, logo, forçar a temporalidade do ócio livre é um caminho necessário, onde a produção não são seja determinada por um tempo médio, mas, sim, pelos diferentes tempos de cada um em seus processos produtivos para subsistência. Claro que, tensionar o tempo livre em relação ao tempo produtivo é um caminho necessário, mas, por certo, não suficiente.
Juntamente a este, o segundo é sobre a ‘resistência à substância abstrata’ do trabalho. A ampliação do trabalho concreto e criativo deve ser o guia em detrimento do tempo de trabalho para a troca. O tempo de trabalho liderado pela produção para troca deve ser desincentivado socialmente, ou em outras palavras, precisará ser desconstruído enquanto necessidade de sobrevivência de um coletivo. É nestes parâmetros que, aos poucos a resistência à substância abstrata do trabalho vai se dando produzindo temporalidades que favoreçam o trabalho concreto.
 Aliada a este, o terceiro está relacionado à substituição das ‘oscilações retroativas’ do trabalho socialmente necessário – que define a posteriori as médias de tempo daquilo que faz um coletivo, ou seja, o tempo médio que um coletivo precisa trabalhar para sobreviver. Esta oscilação deve ser substituída por formas mais ou menos planificadas da produção social dos produtos necessários à sobrevivência sem grandes excedentes. Isto retiraria o peso desta instabilidade a posteriori do valor provocada por variações produtivas e ambientais e refluindo o fluxo do valor.
Ademais, o quarto seria a capacidade de ‘indução da mais-valia relativa’ no encurtamento do TTSN por meio da tecnologia a serviço da exploração. Talvez esse seja o mais difícil de todos pois, se trata de questionar subjetivamente a necessidade real do avanço tecnológico intenso que, por um lado melhora as condições de trabalho, mas ao mesmo tempo subsumi o trabalho e cria novas condições de dependência tecnológica dos sujeitos na vida moderna. Se Marx está correto quando afirma que o avanço das forças produtivas e das tecnologias são inexoráveis, como sustentar o avanço tecnológico multiplicador de trabalho (que dispensa diversos “tempos” humanos de trabalho) sem que essas mesmas tecnologias sejam criadas por tempos de trabalho humano? Isto perpassa pela ideia política de “decrescimento” do ritmo de produção tecnológica que, de certa maneira, não tem sido tematizado a fundo nos debate sobre a transição para a temporalidade comunal.
O quinto se relaciona com o poder de ‘coerção na manufatura’. A internalização da regra do TTSN na disciplina mecânica e ininterrupta da produção de produtos com fins a outrem requer, em certa medida, a superação desta coerção que o tempo de trabalho socialmente necessário exige para produção. O caminho é retomar a manufatura socializada como forma de produção e um retorno à terra como centro da extração do essencial para o sujeito particular. Nesta medida, a produção individual e coletiva deve se articular de maneira planejada para que se busque a liberdade da produção individual desde a terra – livre de coerção – e aquela que não seja possível pela capacidade de produção do sujeito singular possa ser suprida pela socialização das manufaturas.
E, por fim, o sexto é a ‘disciplina por peça’. A conversão do TTSN em autovigilância, autoexploração individual e punição do trabalhador sobre si deve ser revista no que se refere a produção comunal dada pela orientação das necessidades, subjetividades e sentido do processo de trabalho para o sujeito comunal. No tocante a produção baseada no sujeito desejante, que vê sua produção dentro de um sentido comunitário é que se pode construir um possível caminho que desmonte a lógica da produção disciplinada por peça.
Em suma, todos esses momentos, articulados e em desenvolvimento em direção a temporalidade comunal demonstram que a mudança social, do processo de transformação do trabalho e das formas de produzir é central e requer muita perseverança em insistir no poder dos sujeitos coletivizados e na criatividade produtiva de forma autônoma e autóctone.


Referencias

[1] ÁLVAREZ, Rafael Sandoval ¿El hacer-pensante más allá del Estado y el capital exige pensar en la forma comuna? Revista Crítica Anticapitalista, Puebla, México, n. 5, 2026. Acesso em 03, mai. 2026. Disponível em: https://comunizar.com.ar/el-hacer-pensante-mas-alla-del-estado-y-el-capital-exige-pensar-en-la-forma-comuna/
[2] GIANOTTI, Artur. Considerações sobre o método. In: MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 67-104.
[3] HOLLOWAY, John. Queremos ganar ¿Cómo? Revista Crítica Anticapitalista, Puebla, México, n. 5, 2026. Acesso em 03, mai. 2026. Disponível em: https://comunizar.com.ar/queremos-ganar/
[4] MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013.
[5] ÖZER, Sinem. Is there a Marxist theory of commune? Revista Crítica Anticapitalista, Puebla, México, n. 5, 2026. Acesso em 03, mai. 2026. Disponível em: https://comunizar.com.ar/is-there-a-marxist-theory-of-commune/
[6] GIANOTTI, Artur. Considerações sobre o método. In: MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 67-104.
[7] GIANOTTI, Artur. Considerações sobre o método. In: MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 67-104.
[8] GIANOTTI, Artur. Considerações sobre o método. In: MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 67-104.
[9] GIANOTTI, Artur. Considerações sobre o método. In: MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 67-104.
[10] MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857-1858: esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2011.
[11] MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013.
[12] CARNUT, Leonardo. ‘Derivar’ e ‘forma social’ na dialética marxiana no debate da derivação do estado. Verinotio (Belo Horizonte), v. 31.1, p. 263-298, 2026.
[13] MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção. São Paulo: Boitempo, 2013.
[14] ROSS, Kristin. La forma-comuna. La lucha como manera de habitar. Barcelona, Espanha: Virus Editorial i Distribuïdora, 2024.
[15] MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857-1858: esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2011.
[16] POSTONE, Moishe. Tempo, trabalho e dominação social: uma reinterpretação da teoria crítica de Marx. São Paulo: Boitempo, 2014.
[17] MARX, Karl. Crítica do programa de Gotha. São Paulo: Boitempo, 2012.


Imagen: Escuela zapatista mural Che-Zapata.